O que é COP30?
COP é a sigla para Conferência das Partes (Conference of the Parties, em inglês), a principal reunião das partes signatárias de tratados internacionais organizados pela ONU (Organização das Nações Unidas). Essas conferências desempenham um papel importante na definição de políticas e ações globais para enfrentar desafios ambientais e climáticos.
Essa conferência ocorre anualmente reunindo líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais (ONG’s) e representantes da sociedade civil com o intuito de discutirem ações para combater as mudanças do clima.
Para o ano de 2025, o país que sediou esse encontro foi o Brasil, ocorrendo entre os dias 10 ao dia 21 de novembro de 2025, em Belém (PA) a 30º Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, também denominadas COP30.
Principais ocorrências na COP30
Alguns temas discutidos durante a COP30 incluem: a redução de emissões de gases de efeito estufa; adaptação às mudanças climáticas; financiamento climático para países em desenvolvimento; tecnologias de energia renovável de baixo carbono; preservação de florestas e biodiversidade; e justiça climática e os impactos sociais das mudanças climáticas.
Dois pontos que não chegaram a um acordo em comum são sobre os combustíveis fósseis e o limite de aquecimento a 1,5ºC. O primeiro é uma proposta brasileira que estabelece estratégias para o fim do uso de combustíveis fósseis. Essa iniciativa foi apoiada por mais de 80 países, porém países produtores de petróleo, como a Arábia Saudita, tratou o assunto com firme resistência.
Um dos pontos da negativa sobre essa pauta seria o comprometimento do desenvolvimento econômico. O Brasil, no entanto, seguirá com essa iniciativa como programa independente e deve preparar dois documentos sobre combustíveis fósseis e desmatamento a fim de serem apresentados antes da COP31.
O segundo ponto sem acordo foi sobre o limite de aquecimento. No Acordo de Paris (2015) foi estabelecido compromissos globais para limitar o aquecimento global a 1,5ºC acima dos níveis antes da Revolução Industrial.
Esse limite foi indicado, pois, acime dele os riscos de secas, ondas de calor, e avanço do mar aumentaram drasticamente, e preocupantemente o planeta já está próximo desse limite. As questões ainda não resolvidas sobre o tema será novamente discutida na próxima conferência da ONU sobre o clima, que ocorrerá em 2026 na Antália, na Turquia.
Algumas pautas que chegaram a um acordo são sobre o financiamento climático e fundo florestal, os direitos indígenas reconhecidos como estratégia climática, mecanismo de Belém para uma transição justa, e adoção da Meta Global de Adaptação.
A discussão sobre a Meta Global de Adaptação é um momento de grande relevância durante o encontro, pois, define indicadores para orientar os países a adotarem medidas de adaptação à crise climática e monitorarem a implementação dessas ações.
Pela primeira vez foi chegado a um acordo sobre como medir o preparo dos países diante de eventos extremos. No total, foram definidos 60 indicadores como alerta de emergência, obras contra enchente e sistemas de prevenção.
Qual a relação entre COP30 e os resíduos sólidos
Há uma forte correlação entre os temas abordados na COP30 com a gestão de resíduos sólidos. Sabe-se que os resíduos descartados inadequadamente podem gerar emissões de gases de efeito estudo, como é o caso do metano (CH4).
Sendo assim, como forma de mitigação e adaptação climática é destacado a redução de emissões provenientes de aterros sanitários e encerramento de lixões.
O uso eficiente de recurso através de economia circular irá reduzir a geração de resíduos e ampliação de práticas sustentáveis como reciclagem, compostagem e recuperação energética irão auxiliar na redução de emissões de gases e consequentemente interferindo no clima.
A meta Global de Adaptação prevê mitigar emergências como por exemplo de enchentes, e convenientemente, aumento de lixo acumulado agravados pela falta de descarte correto pode acarretar em alagamentos, entupimento de drenagem e problemas sanitários.
Sabe-se que o descarte inadequado pode gerar danos à saúde e ao meio ambiente, podendo poluir água, solo e ar, trazendo sério problemas de saneamento. Trazendo frascos de medicamento como o exemplo, quando é jogado fora inadequadamente pode gerar gases.
Se jogado no lixo comum pode ir para aterros e lixões e reagir com outros resíduos, sofrer decomposição química e interagir com a umidade e temperatura e gerar gases tóxicos ou irritantes, a depender da substância.
Há aqueles que queimam o medicamento como forma de descarte, e essa prática pode gerar gases como dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx), vapores tóxicos da decomposição do composto ativo e dioxinas quando há embalagens plásticas. Se jogados no esgoto podem liberar pequenas quantidades de composto voláteis, além de contaminar a água e ser de difícil tratamento, em caso de fármacos.
Quando é pensado no geral, em cada resíduo, seja orgânico, reciclável, perigoso, e todos os outros, deve ser pensado nos danos que ele pode causar, os visíveis como acumulo de lixo e os invisíveis, como geração de gases. Sendo assim o descarte adequado e com empresas compromissadas é a melhor solução para trazer um ambiente saudável.